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A PHILOSOPHIA DO GABIRU
EM DIFUSÃO
A figura do Gabiru – uma espécie de filósofo natural – é, acima de tudo, a projecção de um homem que sempre quis ser maior do que era.
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PROJECTO DE MARTIM PEDROSO
duração 1h30
direcção artística e encenação Martim Pedroso
texto Raul Brandão & Nelson Guerreiro
dramaturgia Martim Pedroso & Nelson Guerreiro
consultoria literária Maria Antónia Oliveira
assistência de encenação Ana Ribeiro
interpretação Carlos Alves, Flávia Gusmão, Martim Pedroso, Nelson Guerreiro, Paula Só, Tânia Leonardo e Tiago Barbosa
colaboração no espaço cénico Sttiga
sonoplastia António Duarte
desenho de luz e direcção técnica Mafalda Oliveira
comunicação Cristina Pereira
pré-produção Carla Moreira
produção executiva Filipa Achega
direcção de produção Rita Faustino
produção Materiais Diversos
co-produção Maria Matos Teatro Municipal, Centro Cultural Vila-Flor
residência artística Negócio – ZDB
apoios CCB – Centro Cultural de Belém, São Luiz Teatro Municipal, Atelier RE. AL, Flora Garden
agradecimentos Fernando Alvarez, Teatro Experimental de Cascais, Maria João Vicente, Teatro da Garagem, Face Off, Teatro Nacional D. Maria II, António Néu, família Guerreiro, Margarida Vasconcelos, Vasco Araújo, Eugénia Vasques, Pedro de Oliveira
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Este espectáculo pretende revisitar o universo literário do militar, jornalista, pintor, escritor e poeta Raul Brandão e evidenciar o carácter autobiográfico da sua obra. Diversas personagens povoaram a sua poesia, o seu drama, as suas crónicas e memórias, e todas elas correspondem a um prolongamento de si mesmo, do seu eu contraditório e do seu pensamento crítico. Profundamente influenciado pelo espírito revolucionário de Dostoiévski e pelo simbolismo romântico, foi um homem apaixonado, místico, religioso, anárquico e de temperamento desesperadamente irónico, fazendo da crítica ou comentário social, o programa da maior parte dos seus escritos. Contemporâneo de Pessoa, nunca se encaixa numa corrente ou escola literária, preferindo desbravar um caminho solitário na procura do seu próprio estilo que, no fundo, era o resultado de muitas contaminações nacionais e estrangeiras. A Philosophia do Gabiru, título retirado de um dos capítulos do poema dramático préexpressionista Os Pobres, visa explorar cenicamente aquilo que eram os sonhos, as angústias e as liberdades filosóficas deste filho da República que soube documentar como ninguém, e de forma muito particular, o que era um Portugal em profunda crise económica, política, moral e social, numa época em que o mundo atravessava as mais conturbadas mudanças. A figura do Gabiru – uma espécie de filósofo natural – é, acima de tudo, a projecção de um homem que sempre quis ser maior do que era. É a voz de um lugar erradicado e em permanente transição, tão ciclónico como as ideias e as opiniões, cuja pequenez sempre foi inversamente proporcional ao tamanho do seu sonho.
Raul Brandão dixit: (…) A nossa época é horrível porque já nãocremos – e não cremos ainda. O passado desapareceu, de futuro nem alicerces existem. E aqui estamos nós sem tecto, entre ruínas à espera…
Martim Pedroso & Nelson Guerreiro
CIRCULAÇÃO
/ Festival Materiais Diversos, Alcanena, Cine Teatro S. Pedro, Outubro 2011
/ Teatro Municipal da Guarda, Guarda, Março 2011
/ Festival Gil Vicente, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, Junho 2011
// estreia Maria Matos Teatro Municipal, Lisboa, Março 2011
